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Nossa capacidade de derrotar gigantes

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O escritor uruguaio Eduardo Galeano, morte em abril do ano passado, costumava dizer que a utopia é como a linha do horizonte. Se a gente caminha dois passos, ela fica mais dois passos distante. Por mais que a gente caminhe, ela continua se distanciando. Não vamos alcançá-la, mas ela serve para nos forçar a caminhar sempre. A premissa dele serve para nos lembrar da necessidade de ter sempre um objetivo a seguir que dê sentido à nossa vida, por mais distante que isso pareça. Mirando as grandes realizações, talvez consigamos alcançar as médias. Se mirarmos apenas as pequenas, corremos o risco de não conquistar nem essas. Recentemente, todos nós goianos, vibramos e torcemos muito por um conterrâneo que brilhou em meio aos maiores jogadores do futebol atual: o atacante Wendell Lira, que conquistou o Prêmio Puskas, com o gol mais bonito de 2015, marcado pelo Goianésia, no Campeonato Goiano. Quando ele decidiu tentar um salto acrobático para marcar o gol que lhe daria fama mundial, provavelmente não imaginava um dia estar ao lado de Messi e Neymar, que ele conhecia só “pelo vídeo game”, em uma premiação da Fifa. Mas estar no Campeonato Goiano, por uma equipe do interior do Estado, não o impediu de tentar um lance digno dos maiores craques. A desenvoltura de Wendell ao discursar no recebimento do prêmio também foi emocionante. O goiano relembrou a passagem bíblica de Davi e Golias para registrar a importância de um ponto de vista otimista na vida. Para alguns, o gigante é grande demais para ser vencido. Para outros, grande demais para se errar o golpe. Muitas vezes, o maior inimigo que nos afasta de nossas conquistas é nosso próprio pensamento, nos dizendo, por meio das nossas crenças negativas, que algo é impossível, inatingível. A maior batalha a ser vencida todos os dias é contra nosso gigante interno, que é regido pelas nossas emoções. As sensações ligadas à culpa, ao fracasso, à impotência, à tristeza e à raiva muitas vezes nos dominam, interferem em nossos pensamentos e, consequentemente, em nossos comportamentos. Muitos dizem que o oposto de sucesso é o fracasso, mas de longe, isso não é verdade. O maior inimigo do sucesso, é a desistência. Se acordarmos cedo e irmos à luta, pode ser que nada do que desejamos aconteça no dia. Mas a chance é bem maior do que a de quem desiste de sair da cama. A busca por qualquer resultado na vida, ou pelo sucesso e realização de algo, nunca é uma reta ascendente, pelo contrário, é sempre um caminho cheio de curvas. O que precisamos é manter o controle de nossas emoções e o foco naquilo que é mais importante para nós. É exatamente assim que a mente humana funciona, por meio das interpretações e julgamentos dos fatos que vivemos. O controle das nossas emoções é o que nos torna efetivamente autores de nosso próprio destino. Voltando ao exemplo de Wendell Lira, é evidente que ele contou com uma mobilização popular para alcançar a votação que possibilitasse vencer o argentino Lionel Messi, melhor jogador do mundo. O carisma e a humildade dele cativaram milhões de pessoas que resolveram apoiá-lo nessa empreitada. Para realizarmos nossos sonhos, também precisaremos, com frequência, do apoio de muitos, de elementos do acaso, ou da sorte. Mas, para ele, tudo começou com a decisão de saltar e tentar um gol digno dos seus grandes ídolos. Sem isso, o acaso não o faria gigante. É a decisão de um grande salto que pode nos levar ao topo, ou nos manter no chão.

 

Fonte: http://www.opopular.com.br/editorias/opiniao/nossa-capacidade-de-derrotar-gigantes-1.1038091

 

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Rosane Santos é Psicóloga, Psicoterapeuta com Pós Graduação em Psicoterapia do Trauma e Reprogramação Biológica (Nova Medicina Germânica), Formação em Gestão da Emoção e Neurociência, Palestrante e Empreendedora Digital com diversos cursos na área de Desenvolvimento Pessoal, (Autoestima Elevada em 4 Semanas, Mente em Equilíbrio e Faxina Emocional). Participa frequentemente (desde 2012) de programas de Rádio e TV, falando sobre Comportamento.

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